E aí jovem espírita, existem outros mundos?

E aí jovem espírita, existem outros mundos?

 Estudamos nas aulas da escola sobre a nossa imensa galáxia e sabemos que o nosso astro maior é uma estrela de quinta grandeza. Se o Sol, que é o Sol, é uma estrela de quinta grandeza como será uma estrela de primeira grandeza? Quanta luz essa estrela deve difundir????? E para quem pensa que os mundos mais afastados do Sol estavam privados de luz e calor, lembramos que o Sol é apenas uma das inúmeras fontes de calor do universo.

E se o nosso Planeta é menor do que Júpiter e Saturno no sistema Solar, é fácil deduzir que o Universo em sua grandiosidade não se resume a um único sistema, já que nossa estrela maior é pequena se comparada às demais existentes no universo.

Para tirar essas dúvidas que pairam sobre nós ao estudarmos a nossa galáxia, recorremos ao livro dos espíritos que nos direciona a pensarmos que todos os globos que circulam no espaço são habitados. E que nós, terráqueos, estamos longe de sermos os únicos, os mais inteligentes ou os mais fortes do cosmo.

Como reflete Kardec, se a gente acreditasse que Deus tivesse povoado apenas um pequeno Planeta Azul e que os seres viventes estivessem delimitados apenas em um único ponto do Universo colocaríamos em dúvida a sabedoria de Deus, que nada fez inutilmente. Com certeza, cada mundo tem um propósito, uma missão ou um objetivo Maior.

Passando para o estudo da física, será que a constituição material dos diferentes globos é a mesma? Os espíritos nos esclarecem que não, que eles não se assemelham de modo algum, assim como os peixes foram feitos para viver na água e os pássaros no ar, cada habitante de seu planeta tem a constituição física para viver nas condições físicas no seu planeta.

Se a gente já viveu em outros planetas e há vários mundos no espaço sideral, será que somos extraterrestres encarnados na Terra?

E para a gente entender um pouquinho mais sobre as diferentes categorias dos mundos habitados, vamos recorrer ao Evangelho Segundo o Espiritismo. O capítulo III, intitulado “Há muitas moradas na casa de meu Pai”, apresenta uma divisão didática que os espíritos fizeram para nos mostrar a classificação dos mundos. Olha como fica fácil de entender:

Pela classificação acima, conseguimos entender que nos mundos primitivos prevalece o instinto e a lei do mais forte. Nos mundos de expiações e provas o mal predomina sobre o bem. E, é justamente o que ainda vivemos no nosso Planeta Azul: muito egoísmo, orgulho e vaidade. O instinto do mal ainda paira sobre a Terra. Mas, nos mundos de regeneração percebe-se que o bem já prevalece sobre o mal. Apesar de o mal ainda existir nesses mundos, a vida é mais leve e mais tranquila que nos mundos de provas e expiações, como o nosso. Nos mundos felizes, não existem privilegiados e nem preteridos, só existem condições de superioridade moral e de inteligência. Assim, a autoridade é meritória e sempre exercida com justiça. Nos mundos celestes ou divinos o bem reina soberano.

Kardec lembra no Evangelho,  que a classificação de mundos inferiores e de mundos superiores é mais relativa do que absoluta; tal mundo é inferior ou superior em relação àqueles que estão acima ou abaixo dele em uma escala progressiva. Entre esses graus inferiores e os mais elevados, há vários escalões.

Para entendermos melhor esse conceito, vamos fazer uma simplória comparação. Em uma cidade, nem toda a população se encontra no mesmo lugar, tem gente que está no hospital, tem gente que está na prisão, tem gente que está em liberdade, etc. Tem gente que estava hospitalizado e saiu curado, tem gente que estava na prisão mas cumpriu sua pena e foi se modificando e mudando de comportamento. Assim, dentro da própria Terra a gente vê essas mudanças, pessoas que crescem moralmente dentro das adversidades e também vemos outras pessoas que apesar de possuírem condições de serem boas, optam por caminhos alheios ao bem. Assim, também nos diferentes mundos os seus habitantes não estão exatamente igual em grau de evolução.

A constituição física dos habitantes difere de mundo a mundo, embora a forma corpórea, em todos os mundos seja a mesma da do homem terrestre, com menor ou maior embelezamento e perfeição, segundo a condição moral dos habitantes.

Não é novidade para ninguém que nós que habitamos a Terra estamos passando por um momento de transição entre o mundo de provas e expiações e o mundo de regeneração. E você, o que tem feito para merecer um mundo melhor?

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Referências
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec

2 Comments
  1. Materia sensacional. Mas a pergunta é difícil viu!! O que tenho feito para merecer um mundo melhor? Penso que tenho tido um ainda um acanhado esforço e me melhorar. Sinto que preciso de mais e vou em busca de isso, aliás, continuo em busca disso, pois isso é contínuo. É igual a reforma íntima, que temos de estar fazendo é o tempo todo.
    Gostei muito da matéria e das explicações aqui no blog.

  2. Agradecemos o feedback, Márcio! É uma pergunta e uma prática difícil mesmo para nós que ainda estamos na fase de provas e expiações! O esforço, mesmo que tímido, para se melhorar já faz uma boa diferença! 😃

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