Ambiente do Centro Espírita

Ambiente do Centro Espírita

Direitos e Deveres no CEFAK

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Dr. Bezerra de Menezes por Chico Xavier

O conhecimento espírita liberta o homem de supertições e preconceitos, pois é eminentemente racional, e deixa-o livre para pensar e agir. Entretanto, esta liberdade pode ser utilizada plenamente, dependendo da hora e lugar.

No centro espírita, por exemplo, alguns detalhes devem ser levados em consideração. Segundo aprendemos com os sábios Mentores Espirituais, para o centro espírita se deslocam os espíritos com acentuado desequilíbrio e outros com o propósito de aprender. 

Outros são levados pelos protetores desencarnados para serem doutrinados e aí permanecem para prosseguir no tratamento de reequilíbrio espiritual ou no aprendizado. 

Detendo-se ai, observam-nos o procedimento, a conversação, os pensamentos… 

Dessa forma, o Centro Espírita deve se transformar num verdadeiro santuário, de respeito e oração. 

Não se pode, pois, permitir em seu seio festas, músicas, de fundo não edificantes, peças teatrais, aplausos, conversação tumultuada e não construtiva, discussões violentas, homenagens humanas, “comes e bebes”, reuniões sem disciplina, rifas, leilões, comércios, brincadeiras, competições, ataques a outras religiões, enfim tudo aquilo que não se concebe num hospital, junto a um leito de dor ou num santuário de oração. 

É necessário o mais digno procedimento no centro espírita, a fim de que Jesus não tenha que voltar para expulsar-nos dele, como procedeu para com os mercadores do templo. 

(Bezerra de Menezes – Psicografia de Chico Xavier)  Reformador – Janeiro – 1992 – N° – 1954

Dr. Bezerra de Menezes por Ivone A. Pereira

As vibrações disseminadas pelos ambientes de um Centro Espírita, pelos cuidados dos seus tutelares invisíveis; os fluidos úteis necessários aos variados quão delicados trabalhos que ali se devem processar, desde a cura de enfermos até a conversão de entidades desencarnadas sofredoras e à fé mesmo a oratória inspirada pelos instrutores espirituais, são elementos essenciais, mesmo indispensáveis a certa série de exposições movidas pelos obreiros da imortalidade a serviço da Terceira Revelação. Essas vibrações, esses fluidos especializados, muito sutis e sensíveis, hão de conservar-se imaculados, portando, intactas, as virtudes que lhe são naturais e indispensáveis ao desenrolar dos trabalhos, porque, assim não sendo, se mesclarão de impurezas prejudiciais aos mesmos trabalhos, por anularem as suas profundas possibilidades. Daí porque a Espiritualidade esclarecida recomenda, aos adeptos da Grande Doutrina, o máximo respeito nas assembléias espíritas, onde jamais deverão penetrar a frivolidade e a inconseqüência, a maledicência e a intriga, o mercantilismo, o ruído e as atitudes menos graves, visto que estas são manifestações inferiores do caráter e da inconseqüência humana, cujo magnetismo, para tais assembléias e, portanto, para a agremiação que tais coisas permite, atrairá bandos de entidades hostis e malfeitoras do invisivel, que virão a influir nos trabalhos posteriores, a tal ponto que poderão adulterá-los ou impossibilita-los, uma vez que tais ambientes se tornarão incompatíveis com a Espiritualidade iluminada e benfazeja.

Um Centro Espírita onde as vibrações dos seus freqüentadores, encarnados ou desencarnados, irradiem de mentes respeitosas, de corações fervorosos, de aspirações elevadas; onde a palavra emitida jamais se desloque para futilidades e depreciações; onde, em vez do gargalhar divertido, se pratique a prece; em vez do estrépito de aclamações e louvores indébitos se emitam forças telepáticas à procura de inspirações felizes; e ainda onde, em vez de cerimônias ou passa-tempos mundanos, cogite o adepto da comunhão mental com os seus mortos amados ou os seus guias espirituais, um Centro assim, fiel observador dos dispositivos recomendados de início pelos organizadores da filosofia espírita, será detentos da confiança da Espiritualidade esclarecida, a qual o levará à dependência de organizações modelares do Espaço, realizando-se então, em seus recintos, sublimes empreendimentos, que honrarão os seus dirigentes dos dois planos da Vida. Somente esses, portanto, serão registrados no Além-Túmulo como casas beneficentes, ou templos do Amor e da Fraternidade, abalizados para as melindrosas experiências espíritas, porque os demais, ou seja aqueles que se desviam para normas ou práticas extravagantes ou inapropriadas, serão, no Espaço, considerados meros clubes onde se aglomeram aprendizes do Espiritismo em horas de lazer.

(Do Livro “Dramas da Obsessão”, de Bezerra de Menezes, psicografado por Ivone A.Pereira – Editado pela FEB)